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August 20, 2020

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Elspeth Beard, a História da mulher que deu a volta ao mundo em uma motocicleta

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Depois de duas semanas no hospital, ela estava abalada, mas seguindo um seguir viagem. Ela cruzou o Leste da Austrália e o deserto central (popularmente conhecido como “outback”) em direção à costa Oeste.

Ao final dessa viagem, a arquiteta embarcou para a Indonésia. O único problema de percurso foi que um desvio de moto ir de barco, ambos se encontrariam novamente em Singapura.

Na Ásia, os papéis roubados ª

O segundo problema da viagem aconteceu ao chegar na Ásia: todos os seus documentos, vistos e até registro da moto foram roubados, o que a fez ficar seis semanas a mais do que o programado para reaver todos os papéis.

Depois, Beard foi para Malásia e Tailândia, em direção a Bangkok, depois para a cidade de Chiang Mai e seus templos budistas centenários e participaram de cerimônias no Triângulo de Ouro, região montanhosa com arquitetura única.

Seu segundo grande acidente foi na estrada de Penang para Madras. Um cachorro perseguindo um entrou em seu caminho, o que fez bater uma moto em uma árvore, causando diversas lesões. Mas, novamente, nenhum osso quebrado. 

Ela permaneceu na casa de uma família tailandesa que cuidou de seus machucados em uma enfermaria improvisada. Felizmente, eles não se importaram de acomodar a estranha inglesa que havia batido na árvore de seu quintal.

“Eles não falavam nada em inglês e eu nem uma palavra em tailandês. Mas nós nos entendíamos por linguagem de sinais ”, disse Beard.

Elspeth pensava que essa hospitalidade fosse espontânea e sem motivação aparente. Entretanto, uma família havia conseguido o sustento por alguns dias devido ao incidente de Beard com o cachorro. “Eu entendi imediatamente porque estavam tão agradecidos por cuidar de mim: eu havia dado um suprimento de comida para duas semanas”, afirma.

 

Conflitos na Índia

Recuperada e com sua R 60 consertada, ela pegou um navio para a Índia, em direção a Calcutá e Catmandu, no Nepal. Lá, encontraria seus parentes que viajaram para vê-la após quase dois anos.Eles irritados chocados ao perceber o quanto ela havia emagrecido.

Mas foi em Catmandu que Beard encontrou um outro motociclista, um alemão chamado Robert, com uma BMW Boxer, que também estava fazendo sua viagem. Eles partiram para a Europa juntos.

Mas há um problema para sair da Índia: o assassinato da primeira ministra, Indira Gandhi, em outubro de 1984, por seus guarda costas da etnia sikh colocado em toda a região do Punjab, na fronteira norte da Índia com o leste do Paquistão, em estado de alerta. A estrada principal foi fechada, e a passagem era feita somente com um visto especial.

Acontece que a capital Nova Delhi não estava preparada para emitir esse visto, o que dificultou a saída de diversos viajantes do país, inclusive Beard e seu amigo alemão. Se valendo de muita inteligência, ela conseguiu cruzar a fronteira sem precisar parar em nenhum posto da polícia.

Como aquela situação era nova na região, nenhum dos guardas sabia como Deveria ou o que Deveria conter o visto para permitir a passagem. Então Beard apresentava um papel de recibo ou carta aleatória e seguia sua viagem para o norte, saindo da Índia.

No Paquistão, o capacete-burca

Na chegada ao Paquistão, ambos obtidos cruzar o país em até sete dias, que era a duração do visto iraniano provisório. A região estava um caos em 1979, época da pós revolução iraniana e Beard estava fraca devido a hepatite, mal conseguindo ficar montada na moto.

Sua R 60 também já tinha um vazamento no motor, a transmissão estava falhando e os freios estavam gastos. A manutenção era barata e fácil, mas as peças eram difíceis de achar.

Para driblar a severa lei recém instaurada, que obrigava as mulheres usarem o hijab (pano de cabeça) ou a burca (que cobre totalmente o corpo), ela passava a maior parte do tempo com seu capacete, se passando por um homem. Finalmente, chegou na fronteira com a Turquia, horas antes de seu visto expirar.

Pausa na Turquia e a “Estrada da Morte”

Quando Beard chegou na Turquia, ela precisou se recuperar urgentemente. Pesava 41 kg e sua moto necessária de peças, ou iria quebrar definitivamente. Passou um bom tempo recuperando suas flexibilidades e fazendo os reparos na sua R 60. Quando atingiu 65 kg, partiu para desbravar a Grécia e o centro da Europa.

Foi uma viagem tranquila, segundo ela, pelas belas paisagens europeias. Tirando, é claro, o trecho da Iuguslávia, conhecido como “Estrada da Morte”. 

“Era uma estrada de asfalto de duas faixas, sem proteção em nenhum dos lados. Nós constantemente encontramos caminhões que tentavam se ultrapassar e ocupavam toda a largura da estrada. Casos de casos, ocorreram que dirigir na beira da estrada. Às vezes, havia até três caminhões, lado a lado, em uma estrada não pavimentada, e você tinha que desviar para uma espécie de acostamento ”, conta ela.

Em casa

De volta à sua cidade natal depois de três anos e 56 mil km na motocicleta, Elspeth Beard terminou seus estudos e passou sete anos reformando uma torre de água da Era Vitoriana para transformá-la em um prédio residencial. Era um trabalho de dia inteiro, dividido com a criação do filho, que teve de cuidar sozinha. 

Seu trabalho como arquiteta já criado sete prêmios e sua história já fora representada em inúmeros programas de TV e diversos artigos de jornal. Após 35 anos, ela publica o livro ‘Lone Rider’ (“Pilota Solitária”, em tradução livre), um livro sobre as memórias dessa viagem. Segundo ela, Hollywood já oferece uma proposta para fazer um filme sobre sua aventura.

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Abraços e vamos enrolar o cabo por muitos kms – Caíque Varella/Gandolla

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